terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um dia de cão!!!

Boa Noite!!!!

Sabe aquele dia em que tudo dá errado? pois é...hoje eu vivi um desses dias....decidir ontem, que hoje eu iria ao Ceasa, (um imenso mercado que tem várias feiras) comprar umas plantas. Foi a primeira vez que fui a uma dessas feiras no Ceasa. Bom, primeiro, tive que reorganizar a rotina, assim, pedir para a babá do meu filho chegar mais cedo ou dormir em casa pois eu precisava sair bem cedinho...ela veio dormir e basicamente, o prenúncio de um dia difícil já estava no ar... ela dorme tarde pois assiste todas as novelas de vários canais, com isso tive dificuldade em dormir pois gosto do silêncio , para relaxar e ter um bom sono, dormir muito mal, acordei várias vezes a noite quando finalmente despertei as 5h00 e não conseguir mais conciliar o sono, levantei bem cansada...Cheguei ao Ceasa, entrei com o carro pelo portão 2, estacionei na primeira vaga que encontrei e fui perguntar onde era a feira de plantas, foram me instruindo a ir andando...devo ter andado cerca de 3 km (de salto alto) até encontrar finalmente a feira!!! nossa fiquei deslumbrada com tanta coisa linda e magnifíca que encheu meus olhos, primeiro dei uma olhada geral, para depois decidir o que levar, isso significa que andei mais uns km.

Comprei uma orquídia, um pouco de arranjo para ikebana e decidir que iria comprar um bambu japonés (uma planta não tão pequena) e um cachepô para acomodar o bambu, estou andando a procura do mossô (o bambu) quando um carregador me aborda e pergunta se vou precisar de carregador, eu respondi rapidamente, sem lhe dar muita atenção, que possivelmente iria precisar caso eu conseguisse comprar o que estava procurando, ele então arreatou a orqídia da minha mão e já foi me seguindo, eu tentei explicar novamente que só iria precisar se encontrasse uma planta que estava procurando, mas ele nem ouviu e eu acabei desencanado tão absorta estava em olhar todas as belezas da feira....bom, encontrei o bambu e comprei, paguei R$ 25,00 o carregador me sugeriu comprar o vaso e a terra pois assim ele já plantaria a muda para mim, eu expliquei que não iria fazer o plantio ali, pois dificultava o transporte, mas aceitei a sugestão de comprar o vaso. Eu deseja um cachepô de vidro, mas não sabia que encontraria ali, então comprei um outro vaso de fibra, dei alguns passos e vi vários cachepôs de formatos diversos, puxa, mas eu já havia gasto R$ 45,00 no vaso de fibra e agora? o carregador me sugeriu que fosse conversar com a dona que me vendeu o vaso e fizesse a devolução, achei uma boa idéia, fui lá conversar com a senhora, expliquei para ela e ela concordou em me devolver o dinheiro, puxa, respirei aliviada, até porque eu estava com pouco dinheiro e onde vendia os cachepôs aceitava o meu cartão. Bom, comprei finalmente o cachepô, as cascas e mais um vaso de plástico para o plantio. Fiquei bem feliz com minha aquisição.

O carregador me sugeriu que eu fosse buscar o carro, pois ele não conseguiria levar tudo no ombro, naturalmente. Fiquei bem desconfiada, pensei, esse cara vai me sacanear, mas por outro lado, eu não tinha muita opção, assim ele me disse que esperaria no portão 1, é preciso levar em conta que eu não conhecia quase nada lá dentro e o mercado é realmente gigantesco. Fui buscar o carro, andei bastante de onde eu estava até o estacionamento...me informei sobre o portão 1, era do lado do portão 2 (o qual eu estava) mas...ele não iria andar tanto com aquelas coisas até lá, era realmente muito longe, então eu deduzir que ele estaria na saída do portão mais próximo das plantas, só que eu não podia ir por dentro, assim tive que sair do estacionamento dar a volta pela marginal e sair do lado oposto ao que eu estava, estacionei próximo ao portão 14 e fui procurar o dito cujo, fiquei ali plantada olhando os carros que saiam e procurando o carregador e minhas compras, não conseguir localiza-lo, andei bastante...a essa altura meus pés já estavam cheios de bolhas e meu humor...bem comprometido, daí pensei..bom, pode ser que o cara esteja realmente no portão 1, sair do Ceasa, peguei o carro dei a volta inteira e voltei para o outro lado, próximo ao portão 1, expliquei para o segurança que eu estava procurando o carregador e minhas compras, ele gentilmente pediu para eu estacionar próximo a guarita e ir procura-lo (se eu entrasse teria que pagar R$ 8,00 de estacionamento pela segunda vez), fui a pé procurar o carregador nas proximidades do portão 1...nem sinal do maldito...meus pés latejavam de dor...voltei a pé até a feira das plantas e fiquei procurando o infeliz já com aquela sensação de que tinha levado um belo calote (minha mercadoria tinha custado R$ 105,00) me deu uma enorme vontade de chorar...fui no boxe onde eu havia comprado o cachepô, o funcionário me garantiu que conhecia o carregador e que ele era de confiança...fiquei um pouco mais tranquila, deixei o número do meu celular e fui procura-lo mais um pouco, vasculhei tudo, voltei no portão 1 e...nada, voltei novamente para a feira...ai meus pés estavam quase sangrando, o nó na garganta foi ficando insuportável, comecei a pedir ajuda celestial...voltei no boxe do vendedor....nem sinal do cara, tive certeza que eu havia perdido minha mercadoria, iniciei o caminho de volta ao carro...quase me arrastando, no meio do caminho do caminho o celular toca...era o moço do boxe avisando que o carregador estava lá com minha mercadoria, puxa respirei aliviada, voltei meio correndo meio me arrastando, quando encontrei o dito cujo, veja só a surpresa o cara começou a brigar comigo, que ele estava me esperando a horas e que tinha perdido vários carretos e blá, blá, blá....eu tive vontade de esganá-lo ali mesmo, só falei para ele calar a boca, pelo meu tom de voz, acho que ele captou meu estado... bom esclarecendo ele estava me esperando no portão 13, e já estava quase na hora de fechar os portões, perguntei ao segurança do portão 13 se ele me deixaria entrar com o carro, ele disse que sim, mas eu tinha que me apressar pois o portão fecharia as 10hs, deixei o carregador lá, e fui correndo (conforme os pés permitiam) até o carro, cheguei esbaforida e um segundo segurança do portão onde o meu carro estava, foi barrando a minha passagem muito bravo dizendo que não era permitido a passagem de pedestre, eu lhe disse que não iria passar o portão a pé, só queria pegar meu carro. Para minha surpresa ele me repreendeu severamente por eu ter deixado o carro ali, fora do estacionamento, eu disse para ele nem continuar pois eu estava realmente nervosa, tentei explicar em poucas palavras a minha excursão, mas ele insistia em me passar um sermão, então eu lhe disse para ser breve pois os portões já iam fechar e eu ainda tinha que da a volta no quarteirão, ele disse uns blá, blá, blá e me liberou, saí em disparada, e conseguir chegar no portão 13 as 9h59, conseguir entrar, peguei minha mercadoria e fui para o escritório (pois é, estava atrasadíssima para o trabalho), estava suada e com os pés em frangalhos, mas...salvei meu lindo bambu Ufa!!! .

Cheguei no escritório fui entrar no estacionamento, o segurança me falou que não dava pois tinha caminhão lá dentro fazendo carreto, portanto a minha vaga diária estava indisponível!!!! bom, pensei, vou deixar o carro no lava-rápido (que fica a 2 quarteirões da empresa), deixei o carro com as plantas e expliquei p/ o moço não deixa-lo no sol, tive que carregar o computador e mais 2 bolsas com as tranqueiras que estavam no carro e lá fui eu me arrastando até a empresa, ao chegar no escritório cheia de bolsas tem 3 lances de escada até minha sala, mas...tudo bem. Finalmente pude sentar, tirar os sapatos e analisar os estragos, algumas bolhas, pés inchados, mas eu estava viva, conseguir me arrastar até o banheiro para lavar o rosto e recompor a aparência. Combinei com o moço do lava-rápido que pegaria o carro por volta do meio dia. Assim no horário do almoço fui buscar o carro...surpresa, me informaram que a bomba havia quebrado e que portanto o carro não foi lavado e nem seria....peguei o carro e fui buscar uma vaga o mais próximo possível da empresa, entretanto eu não podia deixar as plantas dentro do carro naquele sol, carreguei as plantas até o escritório e na hora da saída tive que fazer o trajeto inverso, passei o dia com os pés latejando muito.

Agora estou aqui, refletindo sobre esse dia, tentando entender tudo isso, bom, o mal humor já passou, estou em casa descalça, os pés doem muito, mas, vai passar como tudo na vida.

Paz e Luz

Marlene