Chega um momento em nossas vidas, aonde algumas perguntas fundamentais vêm à tona e não conseguimos fugir até encontrar as respostas.
Para alguns, isso acontece muito cedo, Jung, por exemplo, iniciou essa busca desde sua infância, mas cada um tem seu tempo e é importante respeitar o tempo de cada um...Para mim essa busca foi intensificada com a proximidade dos meus 40 anos...
A(s) pergunta(s) mais forte(s) é(são): o que vim fazer nessa vida? O que eu tenho para aprender? Qual é minha missão? São perguntas que nos fazem mergulhar no Eu mais profundo até que surjam respostas verdadeiras. Porém esse “mergulho” não é fácil, exige uma conexão interna profunda e, acredito, que só poderemos encontrar a verdade se formos verdadeiros conosco, assim é importante nos livrarmos, por exemplo, dos “dramas de controle” que a nossa personalidade veste para a convivência social. Utilizamos esses dramas de controle, segundo James Redfield, para manipular e roubar energia do outro, cada pessoa está ligada a um ou a vários dramas de controle, e são descritos como:
a) O Intimidador: aquele que ameaça verbal ou fisicamente de modo que o outro é obrigado a dar atenção e nesse momento há uma conexão energética e nesse momento, o intimidador rouba a energia do outro;
b) O “coitadinho de mim” ou a vítima; é aquele que adora contar suas desventuras ou “desgraças” tem sempre uma estória triste, um drama, algumas dessas pessoas fazem o outro se sentir culpado pelos seus imensos problemas, se o outro permitir entrar nessa vibração do mundo dramático do “coitadinho de mim”, automaticamente sua energia é sugada;
c) O interrogador é aquele que age de forma sutil em sua agressão, encontrando defeitos no outro e solapando lentamente o mundo do outro para extrair energia, usa artifícios como frases “veladas” ou fazem perguntas para sondar o mundo do outro de forma a encontrar defeitos e então passam a criticar os defeitos;
d) O distante é aquele que se afasta propositadamente para ganhar a atenção do outro.
No momento em que tomamos consciência dessa forma de agir, compreendemos que existem outras formas de buscar energia que pode ser:
a) Através da contemplação das belezas naturais; ao contemplar amorosamente o belo nos conectamos a essa energia e somos recarregados pois “desligamos” dos problemas que nos afligem e ficamos conectados a uma energia mais sutil;
b) Através da alimentação; o ato da escolha dos alimentos que irão nutrir nosso corpo é sagrado, quanto mais nos alimentamos frugalmente maior nosso nível energético, os alimentos vivos como folhas, verduras e legumes possuem maior quantidade de energia e mantém o equilíbrio químico do corpo, se esses alimentos forem cultivados amorosamente maior energia oferecerão, as comidas “pesadas” roubam toda a energia do corpo;
c) O sono reparador recarrega as energias do corpo, tudo fica mais fácil depois de uma boa noite de sono;
d) A meditação também é uma excelente fonte de cura e de energização, quando meditamos nos ligamos com energias sutis muito poderosas.
e) Os elementos naturais (Sol, água, Terra e Ar), são excelentes para recarregar as energias; um banho de mar ou de cachoeira, o Sol da manhã, andar descalço na terra, respirar o ar da natureza....são fontes poderosas de energia.
Creio que, ao nos liberarmos dos “dramas de controle” estaremos melhor preparados para o mergulho no EU verdadeiro.
Eu por exemplo, ao me fazer algumas dessas perguntas, descobrir que um dos objetivos da minha estada aqui nesse plano, é trabalhar o desapego, dessa forma a “vida” me conduziu por caminhos sábios: saí de casa aos nove anos de idade para morar com uma família estranha para mim, foi muito, muito difícil essa vivência, inclusive me trouxe traumas que levei um longo tempo para compreender, porém quando veio a compreensão, sentir uma gratidão profunda por toda a minha caminhada....
Hoje tenho um compromisso profundo com a verdade e com o meu EU profundo, a opinião dos outros fica sempre em segundo plano, escuto com amor e atenção mas se não estiver em concordância com o meu EU verdadeiro, simplesmente descarto, também aprendi a não julgar as pessoas e situações, cada um tem seu processo, seu tempo, posso até opinar mas quando desistir de tentar mudar as pessoas, sentir uma paz profunda, por isso aceito tudo que me acontece amorosamente e igualmente aceito as pessoas e as respeito, mesmo aquelas que me parecem mais desequilibradas...percebo que é mais difícil aceitar os arrogantes pois eles encontram um forte eco na minha personalidade, dessa forma compreendo que essa característica precisa ser trabalhada em mim...
Quanto mais eu vivo, maior gratidão eu sinto pela vida e por tudo o que me cerca e assim compreendo amorosamente a perfeição de Deus.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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