O APRENDIZADO
Aprendemos a caminhar caminhando,
Aprendemos a amar, amando,
Aprendemos a trabalhar, trabalhando,
Aprendemos a ser, sendo,
Aprendemos a não ser, fragmentando,
Aprendemos a errar, errando,
Aprendemos a acertar, acertando,
Um aspirante a médico, passa em torno de seis anos na faculdade, e sai com um diploma que lhe confere o título de médico, porém só se torna médico, após alguns anos de prática. Processo semelhante ocorre também com o engenheiro, o arquiteto, o físico, o advogado, o economista, o professor, etc.
Em um dado momento nos foi dado oportunidade de viver materialmente no planeta Terra, para que isso ocorresse, milhares de seres contribuíram na construção do nosso corpo físico, trabalharam incansavelmente para que o Verbo se fizesse carne (matéria) e habitasse no planeta, essa oportunidade é um presente magnífico, é justamente a prática necessária para que possamos nos tornar luz. O espírito já traz consigo toda a teoria, (os valores verdadeiros), ao longo da sua vivência no planeta, muitas vezes, se deixa fragmentar, ao incorporar falsos valores assumindo-os como verdadeiros. Com isso a jornada se torna sofrida e amarga e assim, muitas vezes, buscamos culpados por nossos fracassos.
Quantas pessoas conhecemos, que fizeram escolhas não condizentes com a sua voz interior e se tornaram amargas, tristes e sem brilho e vivem a culpar alguém por sua “má sorte” ? Existem ainda, uma infinidade de pessoas, que ao tentar vivenciar um processo, não acertaram de primeira e ficaram presos na experiência, como uma água parada que vai perdendo a vida dia a dia até apodrecer e secar.
Encontramos esses exemplos na nossa família, nossos amigos, na sociedade em geral e em nós mesmos. Atualmente, por exemplo, o mundo está vivendo uma crise chamada de “crise econômica” estamos presenciando grandes empresas perdendo seus valores (com a queda das suas ações), demitindo inúmeras pessoas, outras entrando em concordata, falência ou reduzindo seus volumes de negócios e provocando uma desaceleração econômica brusca. Para aqueles que olham com olhar mais atento, fica claro que chegamos ao ápice do crescimento econômico, para atingir esse ápice, as grandes corporações exploraram ao máximo os recursos naturais, provocando mudanças drásticas no clima do planeta. Essa busca desenfreada pelo crescimento econômico trouxe duras conseqüências a toda humanidade, está claro que a Mãe Terra, por mais generosa e próspera que seja, chegou ao seu limite, não sendo mais possível manter esse ritmo.
O que vem a ser essa “crise econômica”? Algumas conseqüências advindas da crise:
Redução da atividade econômica, menos produtos industrializados no mercado;
Pessoas que perdem seus empregos, onde já haviam conquistado um rendimento que lhes proporcionavam um consumo acelerado precisam reformular sua vida, seus hábitos de consumo, suas buscas;
Governo, passa a arrecadar menos, com isso precisa reajustar suas contas, seus valores. Precisa melhorar sua eficiência administrativa.
É um excelente momento para reavaliar nossos valores, na verdade, estamos vivendo uma crise de valores. O que é realmente importante? Ganhar muito dinheiro e ser um consumidor contumaz, despejando milhões de toneladas de lixo no planeta ou formar um lar harmonioso desenvolvendo em nossos filhos a ética, a inteireza e o amor verdadeiro?
Essa busca pelo crescimento desenfreado trouxe um desvio dos nossos valores verdadeiros, nos tornamos “ocos” fragmentados e portanto enfraquecidos para enfrentar nossa caminhada evolutiva, assim quando aparecem os obstáculos que servem para nos fortalecer e ajustar nossa bússola, somos “derrubados” e perdemos nosso brilho, temos a impressão de que a maior parte da humanidade está doente: depressão e fobias diversas se tornaram a praga do século, outra praga da humanidade é a megalomania a arrogância. Poderia até ousar supor que a megalomania e arrogância quando não são alimentadas como gostaríamos que fosse se transforma em depressão. Outra suposição que me parece verdadeira é a de que ao colocar o nosso valor “fora de nós” nos perdemos de nosso eu. A busca pelo “ter” é na verdade a vontade de “ser” , pensamos falsamente que seremos amados quando conquistamos o “ter” , ou seja, achamos que se tivermos um carrão, uma bela casa, equipamentos de última tecnologia, roupas de marcas, etc, seremos amados e aceitos em qualquer lugar, assumimos isso como verdadeiro, porém muitas pessoas conquistaram isso e ao final não encontraram a felicidade almejada. Muitos de nós, não sabem mais quem é, alguns arrogantes se utilizam até da famosa pergunta: você sabe quem sou eu? Você sabe com quem está falando? Essas pessoas pensam que são a função que estão exercendo no momento, ou a fama que lhes foi atribuída, ou um título de nobreza, ou a sua conta bancária.... Como diz o Deepack Chopra, pensar isso é o mesmo que se instalar no mapa e não no território, não pode haver ilusão maior.
A crise nos faz parar para repensar nossos valores, nossa caminhada, nosso aprendizado, estamos aqui no planeta para nos tornarmos seres de luz, a conquista da matéria, da tecnologia, da ciência é um passo importante do aprendizado, mas não é tudo o que temos a vivenciar, é importante a conquista do “Ter” porém é preciso saber usar essa conquista. Quando adquirimos sabedoria precisamos dividi-la com os demais, semear para que todos possam também alcançá-la, quando conquistamos prosperidade precisamos também semear a prosperidade para que ela se torne possível a todos, e assim deve ocorrer com todas as conquistas sejam materiais ou imateriais. Entesourar os talentos e as conquistas é perdê-los, tudo aquilo que entesouramos perdemos, tudo aquilo que dividimos ampliamos, esse, talvez, seja um dos aprendizados que temos nessa vivência, ao longo de muitos anos aprendemos que para conquistar um lugar no “céu” era necessário abrir mão das riquezas (do Ter), fomos massacrados com esses falsos valores por um longo período, a medida que foi surgindo a oportunidade das conquistas do “Ter” fomos substituindo um falso valor por outro ainda mais falso, mas, como dizem: Deus escreve certo, por linhas tortas. Ocorreram muitas conquistas importantes para a humanidade ao longo da era industrial em todos os campos, embora por caminhos ligeiramente ou totalmente tortos, progredimos. Nesse momento a crise nos traz a oportunidade de mergulhar na busca dos valores verdadeiros, para encontrar essa verdade é necessário um mergulho em nosso “Eu” nesse mergulho iremos reencontrar nossa inteireza e assim seguiremos na nossa caminhada de luz .
Para dar esse mergulho, é necessário coragem, para sair da estagnação, é preciso soltar-se das experiências dolorosas, nos apegamos as experiências dolorosas para dizer que somos essas experiências, gostamos de ter uma historinha triste para contar, quando maior o drama, mais apego, pois nos sentimos realizados quando contamos nosso drama pessoal e vemos as pessoas se comoverem e sentirem “piedade” o que confundimos as vezes com amizade ou amor. O planeta está infectado de “vítimas” são aqueles que amaram demais e foram abandonadas por esse amor e nunca mais voltaram a amar, aqueles que adquiriram uma enfermidade grave e não buscam a superação (já que, estão apegados, a sua situação de vítima), aqueles que já foram milionários e viraram mendigos, aqueles que “perderam” um ente próximo e ficaram presos na dor da experiência, etc. Ficar preso a essas experiências é desperdiçar um tempo precioso a caminho do progresso em todos os níveis, quando estagnamos começamos a morrer, nosso brilho vai diminuindo pouco a pouco, prejudicamos a nós e as pessoas que nos amam, que, também se entristecem com a nossa tristeza, ou seja, continuamos no erro e erramos mais ainda.
Namastê!
Marlene Martins
domingo, 26 de abril de 2009
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