terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um dia de cão!!!

Boa Noite!!!!

Sabe aquele dia em que tudo dá errado? pois é...hoje eu vivi um desses dias....decidir ontem, que hoje eu iria ao Ceasa, (um imenso mercado que tem várias feiras) comprar umas plantas. Foi a primeira vez que fui a uma dessas feiras no Ceasa. Bom, primeiro, tive que reorganizar a rotina, assim, pedir para a babá do meu filho chegar mais cedo ou dormir em casa pois eu precisava sair bem cedinho...ela veio dormir e basicamente, o prenúncio de um dia difícil já estava no ar... ela dorme tarde pois assiste todas as novelas de vários canais, com isso tive dificuldade em dormir pois gosto do silêncio , para relaxar e ter um bom sono, dormir muito mal, acordei várias vezes a noite quando finalmente despertei as 5h00 e não conseguir mais conciliar o sono, levantei bem cansada...Cheguei ao Ceasa, entrei com o carro pelo portão 2, estacionei na primeira vaga que encontrei e fui perguntar onde era a feira de plantas, foram me instruindo a ir andando...devo ter andado cerca de 3 km (de salto alto) até encontrar finalmente a feira!!! nossa fiquei deslumbrada com tanta coisa linda e magnifíca que encheu meus olhos, primeiro dei uma olhada geral, para depois decidir o que levar, isso significa que andei mais uns km.

Comprei uma orquídia, um pouco de arranjo para ikebana e decidir que iria comprar um bambu japonés (uma planta não tão pequena) e um cachepô para acomodar o bambu, estou andando a procura do mossô (o bambu) quando um carregador me aborda e pergunta se vou precisar de carregador, eu respondi rapidamente, sem lhe dar muita atenção, que possivelmente iria precisar caso eu conseguisse comprar o que estava procurando, ele então arreatou a orqídia da minha mão e já foi me seguindo, eu tentei explicar novamente que só iria precisar se encontrasse uma planta que estava procurando, mas ele nem ouviu e eu acabei desencanado tão absorta estava em olhar todas as belezas da feira....bom, encontrei o bambu e comprei, paguei R$ 25,00 o carregador me sugeriu comprar o vaso e a terra pois assim ele já plantaria a muda para mim, eu expliquei que não iria fazer o plantio ali, pois dificultava o transporte, mas aceitei a sugestão de comprar o vaso. Eu deseja um cachepô de vidro, mas não sabia que encontraria ali, então comprei um outro vaso de fibra, dei alguns passos e vi vários cachepôs de formatos diversos, puxa, mas eu já havia gasto R$ 45,00 no vaso de fibra e agora? o carregador me sugeriu que fosse conversar com a dona que me vendeu o vaso e fizesse a devolução, achei uma boa idéia, fui lá conversar com a senhora, expliquei para ela e ela concordou em me devolver o dinheiro, puxa, respirei aliviada, até porque eu estava com pouco dinheiro e onde vendia os cachepôs aceitava o meu cartão. Bom, comprei finalmente o cachepô, as cascas e mais um vaso de plástico para o plantio. Fiquei bem feliz com minha aquisição.

O carregador me sugeriu que eu fosse buscar o carro, pois ele não conseguiria levar tudo no ombro, naturalmente. Fiquei bem desconfiada, pensei, esse cara vai me sacanear, mas por outro lado, eu não tinha muita opção, assim ele me disse que esperaria no portão 1, é preciso levar em conta que eu não conhecia quase nada lá dentro e o mercado é realmente gigantesco. Fui buscar o carro, andei bastante de onde eu estava até o estacionamento...me informei sobre o portão 1, era do lado do portão 2 (o qual eu estava) mas...ele não iria andar tanto com aquelas coisas até lá, era realmente muito longe, então eu deduzir que ele estaria na saída do portão mais próximo das plantas, só que eu não podia ir por dentro, assim tive que sair do estacionamento dar a volta pela marginal e sair do lado oposto ao que eu estava, estacionei próximo ao portão 14 e fui procurar o dito cujo, fiquei ali plantada olhando os carros que saiam e procurando o carregador e minhas compras, não conseguir localiza-lo, andei bastante...a essa altura meus pés já estavam cheios de bolhas e meu humor...bem comprometido, daí pensei..bom, pode ser que o cara esteja realmente no portão 1, sair do Ceasa, peguei o carro dei a volta inteira e voltei para o outro lado, próximo ao portão 1, expliquei para o segurança que eu estava procurando o carregador e minhas compras, ele gentilmente pediu para eu estacionar próximo a guarita e ir procura-lo (se eu entrasse teria que pagar R$ 8,00 de estacionamento pela segunda vez), fui a pé procurar o carregador nas proximidades do portão 1...nem sinal do maldito...meus pés latejavam de dor...voltei a pé até a feira das plantas e fiquei procurando o infeliz já com aquela sensação de que tinha levado um belo calote (minha mercadoria tinha custado R$ 105,00) me deu uma enorme vontade de chorar...fui no boxe onde eu havia comprado o cachepô, o funcionário me garantiu que conhecia o carregador e que ele era de confiança...fiquei um pouco mais tranquila, deixei o número do meu celular e fui procura-lo mais um pouco, vasculhei tudo, voltei no portão 1 e...nada, voltei novamente para a feira...ai meus pés estavam quase sangrando, o nó na garganta foi ficando insuportável, comecei a pedir ajuda celestial...voltei no boxe do vendedor....nem sinal do cara, tive certeza que eu havia perdido minha mercadoria, iniciei o caminho de volta ao carro...quase me arrastando, no meio do caminho do caminho o celular toca...era o moço do boxe avisando que o carregador estava lá com minha mercadoria, puxa respirei aliviada, voltei meio correndo meio me arrastando, quando encontrei o dito cujo, veja só a surpresa o cara começou a brigar comigo, que ele estava me esperando a horas e que tinha perdido vários carretos e blá, blá, blá....eu tive vontade de esganá-lo ali mesmo, só falei para ele calar a boca, pelo meu tom de voz, acho que ele captou meu estado... bom esclarecendo ele estava me esperando no portão 13, e já estava quase na hora de fechar os portões, perguntei ao segurança do portão 13 se ele me deixaria entrar com o carro, ele disse que sim, mas eu tinha que me apressar pois o portão fecharia as 10hs, deixei o carregador lá, e fui correndo (conforme os pés permitiam) até o carro, cheguei esbaforida e um segundo segurança do portão onde o meu carro estava, foi barrando a minha passagem muito bravo dizendo que não era permitido a passagem de pedestre, eu lhe disse que não iria passar o portão a pé, só queria pegar meu carro. Para minha surpresa ele me repreendeu severamente por eu ter deixado o carro ali, fora do estacionamento, eu disse para ele nem continuar pois eu estava realmente nervosa, tentei explicar em poucas palavras a minha excursão, mas ele insistia em me passar um sermão, então eu lhe disse para ser breve pois os portões já iam fechar e eu ainda tinha que da a volta no quarteirão, ele disse uns blá, blá, blá e me liberou, saí em disparada, e conseguir chegar no portão 13 as 9h59, conseguir entrar, peguei minha mercadoria e fui para o escritório (pois é, estava atrasadíssima para o trabalho), estava suada e com os pés em frangalhos, mas...salvei meu lindo bambu Ufa!!! .

Cheguei no escritório fui entrar no estacionamento, o segurança me falou que não dava pois tinha caminhão lá dentro fazendo carreto, portanto a minha vaga diária estava indisponível!!!! bom, pensei, vou deixar o carro no lava-rápido (que fica a 2 quarteirões da empresa), deixei o carro com as plantas e expliquei p/ o moço não deixa-lo no sol, tive que carregar o computador e mais 2 bolsas com as tranqueiras que estavam no carro e lá fui eu me arrastando até a empresa, ao chegar no escritório cheia de bolsas tem 3 lances de escada até minha sala, mas...tudo bem. Finalmente pude sentar, tirar os sapatos e analisar os estragos, algumas bolhas, pés inchados, mas eu estava viva, conseguir me arrastar até o banheiro para lavar o rosto e recompor a aparência. Combinei com o moço do lava-rápido que pegaria o carro por volta do meio dia. Assim no horário do almoço fui buscar o carro...surpresa, me informaram que a bomba havia quebrado e que portanto o carro não foi lavado e nem seria....peguei o carro e fui buscar uma vaga o mais próximo possível da empresa, entretanto eu não podia deixar as plantas dentro do carro naquele sol, carreguei as plantas até o escritório e na hora da saída tive que fazer o trajeto inverso, passei o dia com os pés latejando muito.

Agora estou aqui, refletindo sobre esse dia, tentando entender tudo isso, bom, o mal humor já passou, estou em casa descalça, os pés doem muito, mas, vai passar como tudo na vida.

Paz e Luz

Marlene

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O Ser Cidadão

Boa noite amigos!

Voltando ao tema cidadania, a pergunta é: o que vem a ser um Ser cidadão??? com certeza existem inúmeras definições, mas, simplificando, penso que o Ser cidadão é aquele cônscio do seu papel, por que não dizer, na vida, ao invés de dizer na comunidade ou na sociedade. Para ser Cidadão primeiro é preciso consciência, presença no agora, as pessoas que estão sempre vivendo do passado do que poderia ter sido e aquelas que estão sempre ansiosas com o futuro, preocupadas com o que irão consumir e as contas para pagar, geralmente estão alienadas dentro desses ciclos e definitivamente não conseguem ter clareza suficiente do que está ocorrendo a sua volta, muito menos, de que podem mudar a realidade que não lhe for agradável.

Infelizmente, estamos vivendo esse momento de consumo desenfreado e com isso temos que trabalhar cada vez mais para pagar essa conta do consumo exagerado e não sobra mais tempo para Ser, apenas para Ter.

O Ser cidadão procura conhecer a Constituição do seu país e também se inteirar com os acordos internacionais de cooperação mundial, procura conhecer pelo menos, um pouco do código civil, os direitos do consumidor, procura acompanhar os trabalhos do prefeito e da câmara da sua cidade.

O Ser cidadão tem consciência de que pode intervir nas políticas públicas individualmente ou através de associações. O Ser cidadão não é aquele que fica enviando e-mail´s de críticas ao governo, aliás, essa é uma das coisas que sinceramente me desagrada, não que eu aplauda todas as ações do governo, mas, ficar enviando esses e-mail´s ... o que acrescenta realmente? Seria bem mais útil, mandar vibrações de harmonia e amor ao Planalto, a energia lá, não deve ser das melhores e as críticas vazias só pioram o cenário. Infelizmente a maioria dos políticos brasileiros ainda é formada de pessoas cujo interesse pessoal sobrepuja o interesse coletivo, isso é indiscutível, porém precisamos compreender que ainda somos meio crianças espiritualmente e por isso ainda aprendemos, errando.... aprendemos a votar, votando e estamos exercendo esse direito do voto há pouco tempo, há muito o que aprender, nem mesmo gostamos muito de votar. Então, façamos pelo menos o mínimo, inundar o Planaldo de luz, harmonia, isso nada vai nos custar, quem sabe, quando as energias estiverem melhor, pessoas mais preparadas moralmente assumirão efetivamente as responsabilidades pela coletividade e com isso farão um trabalho realmente digno?

Se reclamamos muito do governo, é bom lembrar que " todo poder emana do povo" somos o povo!

Muita Luz e amor!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Certo ou Errado?


O certo ou errado comanda nossas vidas em quase 100% do tempo....estranho isso não? Porém estamos antenados ininterruptamente nesse conceito e somos guiados por esse valor.

Provavelmente esse valor foi criado pelas religiões (um “mal” necessário em nossas vidas, segundo meu entendimento). Mas isso é assunto para um outro post.

Quando estamos em sociedade, ficamos antenados para nos enquadrarmos dentro das regras criadas por alguns, mas isso só vale quando acreditamos que estamos sendo avaliados ou observados, por exemplo: numa reunião social, nossas vestimentas deverão estar de acordo com as etiquetas, e procuramos seguir atentamente todas as etiquetas, seja no falar, no alimentar-se, nas maneiras em geral, somos guiados nesse momento pela necessidade de aceitação por parte do grupo, ou seja, nosso ego deseja ardentemente ser acariciado, elogiado e elevado às alturas, normalmente nesses momentos usamos nossas máscaras mais “duras” de forma a não deixar transparecer de modo algum aquele nosso “Eu” pleno.

Entretanto, quando estamos no trânsito...., por exemplo, bom nesses momentos somos anônimos, certo? Não tem nenhum “conhecido” nos observando...uau! hora de deixar cair as máscaras...viiiixxxi..., tente um dia se observar no trânsito, fique 100% ligado no seu comportamento ao volante. Faça o exercício: deixe um caderninho no carro e quando parar anote o seu comportamento: Quantas vezes você xingou alguém? Quantas vezes, usou a buzina? Quantas vezes, fez manobras inadequadas? Quantas vezes se distraiu com o rádio ou com o celular, ou olhando aquela espetacular espécime humana que estava na calçada ou atravessou a rua?...ou quantas vezes você fez julgamentos sobre o comportamento ou aparência de alguém? Eu, por exemplo, fui um dia, alertada, pelo meu marido, foi numa época em que ele ficou sem a carteira de motorista e eu dava carona para ele. O meu marido começou a se divertir ao observar o meu comportamento no trânsito, qualquer pessoa que fizesse algo, que, no meu entender, fosse inadequado, já era automaticamente taxado de “CORNO” ou “filho da puta” e isso era tão automático (aliás essa coisa do automático também é assunto p/ outro post) que eu nunca me dei conta, graças a Deus que ele fez essa observação e a partir de então, tenho procurado me conscientizar.

Quando estamos sendo observados nos ocupamos em fazer as coisas “certas” em ser politicamente corretos, etc, quando estamos anônimos (geralmente) assumimos nosso “pior”. Porém o que quero chamar atenção aqui é sobre a questão do julgamento (certo ou errado), por que as coisas não podem simplesmente ser como são? Por que eu não posso xingar um filho da puta que passa no farol fechado, por exemplo, sem precisar classificar esse comportamento como certo ou errado? Qual é a força que nos move para o julgamento?

Seria o que chamamos de “Ego”? (segundo a psicanálise: Ego = a parte mais superficial do id , a qual, modificada por influência direta do mundo exterior, por meio dos sentidos, e, em conseqüência, tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do id).

Tudo indica que sim, quanto mais alimentamos o tal do “Ego” mais entramos no julgamento das coisas, das pessoas, das instituições, das nações e até mesmo da natureza. Julgar, segundo o Aurélio é: pronunciar sentença, formar juízo crítico, etc. Entramos no julgamento também por acreditarmos na imutabilidade do universo, achamos que podemos definir o infinito, queremos definir tudo, até Deus, é o mesmo que dizer: isso é:...., o aprofundamento no estudo da física quântica tem mostrado que nada é, o átomo (acreditava-se até pouco tempo que fosse a menor partícula da matéria) tem natureza dual, pode se apresentar como partícula ou como onda, o comportamento do átomo varia de acordo com a fonte observadora, já foi provado também que o átomo já não é mais a menor partícula da matéria, agora a física está decompondo os quarks e quanto mais se aprofunda no estudo da matéria mais fica evidente que a matéria não tem solidez, é como se fosse uma ilusão de ótica, o que da solidez a matéria é a energia, está cada vez mais difícil de provar que a matéria existe. Logo, faz-se necessário aceitar a impermanência, nada é definitivo, muito menos as pessoas. Então como podemos “definir” que alguém ou alguma coisa é isso ou aquilo?

Já crescemos o suficiente para sair do julgamento, já sabemos que as pessoas são nossos espelhos, então toda vez que julgamos alguém, na verdade estamos olhando nossa imagem refletida nesse alguém, ou seja, estamos julgando a nós mesmos, hilário, ...há, há, mas, como disse Einstein “ Deus não joga dados” , a vida não é um jogo, como alguns querem crer, parece mais uma orquestra perfeita onde cada um tem seu lugar e seu papel, não é um dado que Deus joga para decidir o destino de alguém ou de algo, é uma sinfonia perfeita!

Então, como sair do julgamento? ACEITAÇÃO, aceitando primeiro a nós mesmos exatamente como somos, não significa idolatrarmos nossa ignorância, aceitar é sair do julgamento, nesse momento eu sou....” “ (magra, gorda, feia, bonita, maledicente, orgulhosa, etc) ok, eu me aceito e me amo incondicionalmente, não preciso me castigar por isso. Quando ocorre a aceitação, é o mesmo que acender uma luz na escuridão, a escuridão desaparece magicamente. Quando tomamos consciência do nosso estado, ocorre a transformação: a gata borralheira se transforma em uma linda princesa, é tão simples assim. Quando começamos a aceitar o nosso eu pleno, (luz e escuridão) encontramos o caminho da transcendência do Ego, o caminho do paraíso, o caminho da luz. Quanto mais negamos nosso lado escuro, mais ele fica evidente, arraigado, incrustado. Quando reconhecemos a escuridão, faz-se a luz, porque a consciência é a luz, então, tomar consciência é lançar luz, e somente a luz, pode combater a escuridão. Quando nos aceitamos como seres plenos, automaticamente passamos a aceitar o outro também plenamente, sem julgamentos. Ora, se o outro é nosso espelho e se julgamos o outro pela imagem que refletimos nele, no momento em que nos aceitamos, cessam os julgamentos certo?

Beijos no coração!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tibet: Um País Invadido

Até o ano de 1949 o Tibete era um estado soberano habitado por 6 milhões de pessoas, que possuiam uma língua, uma cultura e uma civilização de milhares de anos.
Em 1949 o Tibete sofreu uma invasão armada por parte de seu vizinho, a China. A partir desta invasão o território do Tibete, que era do tamanho da Europa Ocidental, com uma extensão de dois milhões e meio de quilômetros quadrados, foi desmembrado: mais da metade do território foi sumariamente anexado à China, a parte restante foi designada como " Região Autônoma do Tibete". Consequências:
> Um milhão e duzentos mil tibetanos mortos por conta da ocupação chinesa;
> Sete milhões e meio de colonos chineses introduzidos no Tibete, para sobrepujar a população tibetana;
> Cerca de trezentos mil militares chineses de plantão no Tibete (um soldado para cada dez tibetanos);
> Milhares de prisioneiros políticos, entre os quais monges e monjas (a maioria adolescentes);
> Cerca de cento e setenta e cinco mil tibetanos vivendo no exílio;
> Práticas de aborto forçado às vezes em estágio de gravidez avançada, e de esterelização forçada em mulheres tibetanas (há relatos de assassinatos de recém-nascidos tibetanos no hospital);
> Mais de seis mil mosteiros, templos e construções históricas saqueadas e destruídas.

Em 1959 Uma comissão Internacional de Juristas Declara Que um Genocídio Está sendo Cometido no Tibete.

A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou três resoluções em 1960, em 1961 e em 1965, condenando a China pelas violações dos direitos fundamentais do povo tibetano e exigiu que a China respeitasse estes direitos, inclusive o direito de autodeterminação.

O Congresso dos Estados Unidos e o Senado Australiano, numa Resolução de 1993 declaram que o Tibete é um país ocupado e o Parlamento Europeu manifestou seu apoio ao Tibete.

A luta dos tibetanos baseia-se na não violência. O Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, em exílio, pede ajuda ao mundo. Invoca a solidariedade humana, o interesse que a humanidade deve ter em relação aos seus semelhantes:

"Somos uma grande família humana. Temos responsabilidades uns para com os outros".

O ponto crucial é que a China afirma que o Tibete não é o Tibete, mas apenas uma parte da China. De acordo com esta afirmação, qualquer manifestação da cultura tibetana é vista como um ato de traição, como uma demonstração de "política separatista" que objetiva dividir a "pátria".

Um relatório sobre violações de Direitos Humanos no Tibete em 1996, denuncia numerosas mortes de monges e "prisioneiros políticos" em decorrência de torturas. Monges que se recusam a renegar o Dalai Lama, apanham até a morte.

Monjas que entoam cantos de independência do Tibete, foram detidas, torturadas, violentadas.

Campanhas de " reeducação" foram instauradas em todo o país. Os tibetanos devem:

Opor-se ao separatismo
Aceitar a união da China e do Tibete
Reconhecer o Pavhen Lama apontado pelos chineses, e não aquele (que está desaparecido) reconhecido pelo Dalai Lama.
Negar que o Tibete já foi ou que poderia voltar a ser independente.
Afirmar que o Dalai Lama está destruindo a unidade da nação.

Um menino de seis anos, Gedhun Choekyi Nyima, foi declarado Panchen Lama em maio de 1995. O Panchem Lama é a segunda autoridade espiritual do Tibete, depois do Dalai Lama. A partir desta declaração, o menino e sua família " desapareceram" e a equipe de religiosos que fez o reconhecimento foi presa e julgada, acusada de traição pelo governo chinês.

O Tibete é usado como depósito de lixo nuclear;
A quarta parte dos mísseis nucleares da China está estacionada no Tibete;
O ecossistema tibetano foi severamente danificado: florestas destruídas e animais selvagens dizimados;
Riquezas minerais foram pilhadas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"Sempre a Primavera, nunca as mesmas flores"

Hoje, 22 de setembro de 2008 as 12h44, teve início a estação denominada "Primavera"

Segundo a filosofia taoísta, a natureza é dividida em ciclos e cada ciclo nos ensina uma lição:

Verão é o augue, onde o yang atinge seu ponto máximo, a vida entra em ebulição com a fartura dos alimentos, os filhotes ficam mais fortes, as águas evaporam e o céu fica carregado de nuvens, os brotos crescem rapidamente, é o momento de aproveitar a abundância da natureza;

No outono, a luminosidade do sol diminue pouco a pouco, os animais começam a se preparar para a ibernação, a natureza produz os últimos frutos, é o momento de estocar para suportar o frio que se aproxima;

No inverno é a época do recolhimento, as noites são longas e os dias são curtos, as árvores perdem suas folhas, a paisagem é só frio e silêncio;

Primavera, época de renascimento, a vida retoma suas atividades após a estagnação do inverno, as folhas brotam, a paisagem muda de tom, o cinza do inverno dá lugar ao verde claro e fresco, tudo volta a pulsar....época das flores, das cores, dos aromas...é a vida brotando, surgindo, colorindo e encantando....

Quero aproveitar esse momento mágico da Natureza, para deixar os meus "brotos" surgirem, Quero ser plena como a Primavera, a partir de hoje, não vou mais dar atenção aquela vozinha babaca que fica dizendo que eu não posso isso, não tenho capacidade daquilo...ah! cansei dessa voz boboca...Eu Sou!!!! Eu Sou o Sol, Sou a chuva, Sou a Terra, Sou a água, Sou o caminho, Sou o tempo, Sou o Vento, Sou a verdade, Sou o amor, Sou a vida...Eu Sou tudo e não Sou nada, Eu sou a plenitude: sou o claro e o escuro, o feio e o belo, a noite e o dia, o pequeno e o grande, o bem e o mal. Eu Sou as infinitas possibilidades! Eu me aceito na minha plenitude e sou grata por tudo o que Sou, não me julgo mais e os meus medos desaparecem quando aceito a plenitude!

Deixo aqui, um lindo poema...

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

(Oswaldo Montenegro)






quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O que é cidadania?

Gostaria de falar sobre cidadania....

Segundo o Dicionário Aurélio, “cidadania é a qualidade ou estado do cidadão”, entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”.

Segundo o Prof ° Vanderlei de Barros Rosa, o Ser humano evolui até o Ser Cidadão!

O Ser Humano: Dimensão do convívio social; o homem tornar-se Ser humano nas relações de convívio social.

O Ser Indivíduo: A dimensão do mercado de trabalho e consumo; O Ser humano tornar-se indivíduo quando descobre seu papel e função social.

O Ser Pessoa: A dimensão de encontrar-se no mundo. O indivíduo tornar-se pessoa quando toma consciência de si mesmo, do outro e do mundo.

O Ser Cidadão: A dimensão do intervir na realidade. A pessoa torna-se cidadão quando intervém na realidade em que vive.

No sentido ateniense do termo, cidadania é o direito da pessoa em participar das decisões nos destinos da Cidade através da Ekklesia (reunião dos chamados de dentro para fora) na Ágora (praça pública, onde se agonizava para deliberar sobre decisões de comum acordo). Dentro desta concepção surge a democracia grega, onde somente 10% da população determinava os destinos de toda a Cidade (eram excluídos os escravos, mulheres e artesãos).

A cidadania surgiu na Idade Antiga séc. V d.c, após Roma conquistar a Grécia, porém, apenas homens (não estrangeiros) e proprietários de terras eram considerados cidadãos. A idéia se estendeu pela era feudal, uma vez que os servos não participavam das decisões nem da vida política, pois deviam lealdade aos senhores.

Na Idade Moderna séc. XV ao XVIII d.c, os países formados pelo desaparecimento dos feudos eram governados por Reis, os Reis mandavam em tudo e eram apoiados pela burguesia que sustentava o sistema com pagamento de impostos. Quando o Rei começou a contrariar a classe burguesa surgiram várias revoluções para acabar com o Absolutismo (poder absoluto do Rei): Revolução Industrial, Iluminismo, Revolução Francesa, Independência dos EUA e Revolução Inglesa.

Com o fim do Absolutismo, (a partir do séc. XVIII), surge o Estado de Direito, onde todos têm direitos iguais garantidos na constituição.

Foi um longo caminho até aqui, entretanto, sabemos ainda muito pouco sobre o que é ser cidadão.

“Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição”.

Concordo plenamente com o Prof° Vanderlei é necessário percorrer um longo caminho de evolução até nos tornarmos cidadãos, porque o cidadão precisa ter consciência dos seus direitos, “o poder emana do povo” mas é primordial conhecer e exercer seus deveres. Infelizmente no momento atual não temos tempo para ser cidadãos, estamos tão focados no ter, que tudo o mais fica em segundo plano.

Todos anseiam e buscam o último modelo de TV de LCD, os mais modernos aparelhos eletrônicos, os automóveis mais confortáveis. Nesse momento está ocorrendo uma corrida maluca para a compra do imóvel dos sonhos. O custo do m2 de obra construída fica em torno de R$ 1.000,00, mas não hesitamos em pagar três, quatro, cinco vezes mais. Daí precisaremos, trabalhar e ganhar muito mais para satisfazer nossa sede de consumo, inicia-se um círculo doente: stress, pânico, depressão, simplesmente porque o consumo desenfreado não nos deixa tempo para praticar o Ser, só pensamos em praticar o TER, fica um vazio enorme e uma infelicidade constante, não temos tempo nem mesmo para nós, que dirá para ser cidadão....

Uma pesquisa do Ibope de 25/11/03 mostrou que 56% dos brasileiros não têm vontade de participar das práticas capazes de influenciar nas políticas públicas, 35% nem tem conhecimento desse assunto, 26% acham o assunto chato demais, 44% manifestaram algum interesse, 54% dos jovens entre 16 e 24 anos têm interesse pelos assuntos públicos, porém o interesse diminui conforme aumenta a idade.

Para ser cidadão, precisamos primeiro, nos curar das doenças sociais, principalmente a doença do consumo exagerado, quanto mais consumimos, mais geramos lixo para intoxicar o planeta. Cada vez, que formos atraídos para o consumo precisamos parar na frente da vitrine e nos perguntar: precisamos realmente disso? Sem consciência, não existe cidadão. Uma semana sem assistir TV já pode dar uma pequena desintoxicada em nossas mentes, já que a TV tem um apelo absurdo para o consumo. Convido você a refletir sobre cidadania, a pergunta é: como posso contribuir para um mundo melhor? Se você se achar incapaz, lembre-se da estória do passarinho que foi apagar um incêndio na floresta, carregando uma gota de água no bico, quando foi ridicularizado, pelos demais animais, ele disse simplesmente: estou fazendo a minha parte! Somos todos passarinhos, precisamos refletir sobre a nossa contribuição. O mundo muda, quando mudamos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Olá

Pretendo escrever sobre meus diálogos internos, que são infinitos.

Esses diálogos dizem respeito a vida, a felicidade, a convivência compartilhada...enfim tem ênfase no Ser. Acredito na felicidade e me considero uma pessoa feliz....meu sonho é ver as pessoas felizes, sonho com um mundo realmente colorido, alegre e pacífico e tenho convicção que isso não é utopia. Acredito plenamente no amor.