quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tibet: Um País Invadido

Até o ano de 1949 o Tibete era um estado soberano habitado por 6 milhões de pessoas, que possuiam uma língua, uma cultura e uma civilização de milhares de anos.
Em 1949 o Tibete sofreu uma invasão armada por parte de seu vizinho, a China. A partir desta invasão o território do Tibete, que era do tamanho da Europa Ocidental, com uma extensão de dois milhões e meio de quilômetros quadrados, foi desmembrado: mais da metade do território foi sumariamente anexado à China, a parte restante foi designada como " Região Autônoma do Tibete". Consequências:
> Um milhão e duzentos mil tibetanos mortos por conta da ocupação chinesa;
> Sete milhões e meio de colonos chineses introduzidos no Tibete, para sobrepujar a população tibetana;
> Cerca de trezentos mil militares chineses de plantão no Tibete (um soldado para cada dez tibetanos);
> Milhares de prisioneiros políticos, entre os quais monges e monjas (a maioria adolescentes);
> Cerca de cento e setenta e cinco mil tibetanos vivendo no exílio;
> Práticas de aborto forçado às vezes em estágio de gravidez avançada, e de esterelização forçada em mulheres tibetanas (há relatos de assassinatos de recém-nascidos tibetanos no hospital);
> Mais de seis mil mosteiros, templos e construções históricas saqueadas e destruídas.

Em 1959 Uma comissão Internacional de Juristas Declara Que um Genocídio Está sendo Cometido no Tibete.

A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou três resoluções em 1960, em 1961 e em 1965, condenando a China pelas violações dos direitos fundamentais do povo tibetano e exigiu que a China respeitasse estes direitos, inclusive o direito de autodeterminação.

O Congresso dos Estados Unidos e o Senado Australiano, numa Resolução de 1993 declaram que o Tibete é um país ocupado e o Parlamento Europeu manifestou seu apoio ao Tibete.

A luta dos tibetanos baseia-se na não violência. O Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, em exílio, pede ajuda ao mundo. Invoca a solidariedade humana, o interesse que a humanidade deve ter em relação aos seus semelhantes:

"Somos uma grande família humana. Temos responsabilidades uns para com os outros".

O ponto crucial é que a China afirma que o Tibete não é o Tibete, mas apenas uma parte da China. De acordo com esta afirmação, qualquer manifestação da cultura tibetana é vista como um ato de traição, como uma demonstração de "política separatista" que objetiva dividir a "pátria".

Um relatório sobre violações de Direitos Humanos no Tibete em 1996, denuncia numerosas mortes de monges e "prisioneiros políticos" em decorrência de torturas. Monges que se recusam a renegar o Dalai Lama, apanham até a morte.

Monjas que entoam cantos de independência do Tibete, foram detidas, torturadas, violentadas.

Campanhas de " reeducação" foram instauradas em todo o país. Os tibetanos devem:

Opor-se ao separatismo
Aceitar a união da China e do Tibete
Reconhecer o Pavhen Lama apontado pelos chineses, e não aquele (que está desaparecido) reconhecido pelo Dalai Lama.
Negar que o Tibete já foi ou que poderia voltar a ser independente.
Afirmar que o Dalai Lama está destruindo a unidade da nação.

Um menino de seis anos, Gedhun Choekyi Nyima, foi declarado Panchen Lama em maio de 1995. O Panchem Lama é a segunda autoridade espiritual do Tibete, depois do Dalai Lama. A partir desta declaração, o menino e sua família " desapareceram" e a equipe de religiosos que fez o reconhecimento foi presa e julgada, acusada de traição pelo governo chinês.

O Tibete é usado como depósito de lixo nuclear;
A quarta parte dos mísseis nucleares da China está estacionada no Tibete;
O ecossistema tibetano foi severamente danificado: florestas destruídas e animais selvagens dizimados;
Riquezas minerais foram pilhadas.

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