quarta-feira, 13 de maio de 2009

Laissez-Faire - Parte II

Boa Noite!

É importante dar continuidade nesse assunto, embora não tenha pretensão de discutir economia e política nesse blog, (meu real interesse é refletir sobre a questão da cidadania), mas para chegarmos a esse entendimento sobre o que é um ser cidadão, me parece necessária uma reflexão global (pode ser que eu esteja enganada, na verdade escrever sobre as reflexões me ajudam a refletir, é mais ou menos como uma terapia).

Na década de 60 a economia mundial sofreu um abalo, causado por dois aumentos sucessivos no preço do petroléo, isso evidenciou a fragilidade do dólar, ou seja, ficou claro que não havia ouro suficiente para os dólares em circulação, a consequência foi um colapso do acordo de Bretton Woods (acordo internacional para o gerenciamento econômico, com definição de regras para o comercio internacional).

Os países subdesenvolvidos aumentaram seu endividamento na tentativa de gerenciar a crise no preço do petróleo, houve alta da inflação, queda nas taxas de lucros, etc. Nessa época ressurgem os críticos a política Keynesiana de intervenção governamental, esse movimento ficou conhecido como neoliberalismo. Os neoliberais apontou o modelo Keynesiano como responsável pela crise, responsabilizaram os impostos altos e os tributos excessivos juntamente com a regulamentação das atividades econômicas como culpados pela queda de produção e aumento da inflação. Propuseram a redução gradativa do poder do Estado, diminuição dos tributos, privatização das estatais, diminuição ou neutralização da força sindical com o objetivo de gerar mais empregos e incentivar os investimentos. Isso lhe parece familiar?

Bom, as elites econômicas adotaram de cara o neoliberalismo, especialmente EUA e Grã-Bretanha, e o neoliberalismo tomou corpo na década de 70. Não sei se vocês se lembram mas o FHC também gostou da idéia e iniciou um processo de reformulação do papel do Estado, criando bases mais saudáveis na economia brasileira. Aí chegou o companheiro Lula, crítico assaz do neoliberalismo.

A idéia não é discutir o que é bom ou ruim, até porque não acredito nesse parâmetro do tudo ou nada, acredito que o melhor é sempre escolher o caminho do meio, para isso recorro a 4ª Lei Hermética, a Lei da Polaridade que diz que todas as verdades são meias verdades. Mas vamos as reflexões:

A política econômica do nosso presidente consiste em arrecadar dos "ricos" tudo o que for possível, ficar com uma boa fatia para felicitar os companheiros e distribuir uma fatia para os "pobres" é um verdadeiro Robin Hood , com algumas diferenças significativas. O que ocorre é que, no meu entender, as crenças/valores do PT estão obsoletos, (veja, eu fui uma "cara pintada", fui nos comícios do PT para ajudar a derrubar o Collor, votei no PT em várias eleições, inclusive votei no Lula no primeiro mandato, enfim, naquela época eu acreditava que o PT era a salvação), como já mencionei antes, não se trata de crítica e sim de reflexão, até porque, possivelmente, eu não faria melhor do que eles fizeram até aqui.

No meu entender o governo Lula, tem "boas intenções" e quero acreditar que as pessoas que foram beneficiadas com o bolsa família e outros programas, realmente estão em uma situação um pouquinho melhor, cansamos de ver reportagens mostrando a miséria de muitas famílias em várias regiões do Brasil que não tinham absolutamente nada para cozinhar para seus filhos, uma situação de cortar o coração de qualquer ser humano!

Ocorre que administrar tirando de quem tem mais para dar a quem tem menos me parece tão injusto quanto ver a situação dos miseráveis. No meu entender, isso é coisa de uma mente pobre, limitada, é falta de fé nos talentos que Deus deu igualmente a todos. As pessoas não querem esmolas, elas querem o direito de exercer seus direitos, elas querem ter a chance de exercer seus talentos, elas querem ter a chance de produzir e sentir o sabor vigoroso de suas conquistas. Eu, como nordestina que sou, tive a oportunidade de checar a quantidade de pessoas que estão em depressão no nordeste, são pessoas que se "encostaram" no governo e cuja vida ficou sem sentido. Pessoas guerreiras, batalhadoras, fortes, inteligentes, brilhantes, cujos talentos foram suprimidos....

Se você puder, me ajude nessas reflexões, deixando seu comentário, procure analisar a situação do nosso país, mas faça isso racionalmente e não emocionalmente, pois quando ficamos inflados nas emoções falamos coisas muitas vezes tolas e vazias. Veja, os empresários estão numa situação realmente complicada, uma armadilha horrível, a carga tributária é absurda, se todas as empresas fossem 100% honestas e éticas, não conseguiriam pagar todos os tributos, então cada um vai buscando seus caminhos, saídas para se manterem no mercado; Os sindicatos nunca estiveram tão fortes e tão corruptos o que agrava muito a situação da economia; o governo não faz a mínima questão de reduzir seus gastos, ao contrário, temos a impressão de que os parlamentares só criam Leis para seus próprios benefícios; a população está seriamente endividade, seja no cartão de crédito, financiamento de imóveis e veículos, cheque especial, etc e precisam trabalhar cada vez mais na tentativa de sair do buraco gerando sérios problemas emocionais e familiares.

Se você fizer uma rápida pesquisa na internet, poderá notar que são muitos os críticos no "neoliberalismo" e vai notar até que alguns governos tiveram sérios problemas ao adotarem essa política, não tenho pretensão de dizer aqui o que é melhor ou pior, mas precisamos, pelo menos, ir em busca das respostas, precisamos sair das armadilhas, precisamos aprender a fazer escolhas, precisamos exercer nossa cidadania.

Gostaria muito que aparecesse pelo menos um candidado nas próximas eleições, que não venha fazer discursos tolos e vazios, falando de si próprios ou de outros, gostaria de ver alguém que fale de administração e economia, que mostre conhecer um pouco do cenário real, que fale de orçamento, de produção e que possa cuidar pelo menos um pouquinho da educação que é a base de uma sociedade melhorada.

Namastê!!!

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