O texto a seguir tem base no livro "A Sabedoria da Natureza" do autor Roberto Otsu, livro realmente magnífico, recomendo amorosamente a todos. O autor escreveu o livro com base no Taoísmo, I Ching, Zen e os ensinamentos essênios. Vou colocar abaixo, um resumo sobre as lições da natureza:
As Estações nos mostram os ciclos da vida;
Primavera, início de ciclo; nascimento das folhas, brotos, flores...a natureza se veste com toda sua beleza e prosperidade para encantar nosso olhar, a primavera é como a criança que traz alegria, vida, pureza, beleza, esperança, encanto, abre em nosso coração uma enorme vontade de amar, de viver, nos diz que tudo vale a pena...
Verão: o verão nos mostra a plenitude, as folhas verdes-clara ganham cores com a luminosidade e as chuvas, os brotos crescem, há fartura de alimentos, momento de aproveitar a abundância da natureza, nos faz lembrar a intensidade da adolescência, o pico de energia plena;
Outono: a luminosidade do sol diminui pouco a pouco, o dia e a noite voltam a ter a mesma quantidade de horas, a natureza produz os últimos frutos, as árvores visosas começam a poupar energia e interrompem o processo de fotossíntese,com isso as folhas das árvores mudam de cor e a natureza se transforma, o verde dá lugar aos amarelos, ocres e vermelhos...o outono nos mostra a maturidade da vida;
Inverno: a luminosidade do sol já não é capaz de aquecer a metade norte do planeta, as noites são longas e os dias curtos, as cores quentes do outono desaparecem, a paisagem da natureza é de frio e silêncio, os animais hibernam em suas tocas, época de recolhimento a espera da primavera...
As estações do ano nos ensina que quando não mudamos para viver o momento presente deixamos de vivenciar cada fase da existência, deixamos de viver de forma plena. As estações nos mostram que todas as coisas são mutáveis, nada é permanente " A única coisa que é permanente é a impermanência" . A natureza não se estressa por causa da impermanência, os frutos caem da árvore e a árvore, não faz um drama por causa disso, simplesmente a vida segue...
As Lições da água:
A água procura o caminho mais fácil;
A água não briga com os obstáculos, se tiver uma pedra no meio do rio, não importa o tamanho, a água não para e fica brigando com a pedra, não se lamenta, não se magoa, não chora, não faz drama...ou ela contorna a pedra e continua fluindo, ou passa por cima e continua fluindo, feliz e catante...
A água se acumula até encontrar a borda mais baixa: quando a água encontra um buraco, ela não resiste em cair, não fica estressada e nem faz drama...ela simplesmente cai, se preenche dela mesma e sai tranquilamente pela borda mais baixa...sem qualquer mágoa, apenas seguindo seu objetivo de chegar ao oceano..
O que mantém a vida da água é o fluxo; água parada apodrece, fica feia, suja, sem vida, fedorenta...é preciso fluir
O oceano é grande porque fica no lugar mais baixo; essa é uma grande lição de humildade, a água não se esforça para subir ao topo da montanha, para chegar aos lugares mais altos, a missão da água é servir, a água sabe que suas qualidades são recebidas da própia natureza, o oceano é receptivo, acolhe todos os rios, amorosamente, não importa de onde venham...
Existe uma única água no mundo; a água que hoje alimenta e beneficia tudo o que existe na Terra é a mesma desde sua formação; o gelo do Pólo Norte é água, as nuvens do céu do Deserto de Atacama são água. Todos os seres vivos têm água na sua composição bioquímica. Existe água no sangue do ser humano e no sangue do passarinho. Na pétala da flor e no pé da árvore, no xixi do bebê e na lágima do ancião, no suor do anmal e no néctar da flor. Toda essa água circula sem cessar, desde a formação da Terra, há bilhões de anos. E é sempre a mesma água. Ao beber um copo d´agua, não se bebe apenas água. Bebem-se todas as memórias da água e de toda história do Planeta. A água que bebemos já foi chuva, rio, oceano, gelo da era glacial, sangue do homem de Neanderthal e lavou as mãos de Pôncio Pilatos, já foi vapor de maria-fmaça e nuvem do Atacama e molho de tomate, já foi xixi de bebê e néctar que alimenta o beija-flor...Existe uma única água no mundo.
De acordo com essa visão, assim como a água é uma só, tudo no mundo é uma coisa só. E tudo é sagrado, assim, quando se toca uma parte, se toca o todo. Tocar a folha é tocar a árvore. Ao tocar-se os cabelos, toca-se a pessoa. Quando se toca o orvalho, toca-se toda água do Planeta. Assim a unicidade da água mostra que nada está isolado, nada está fora do todo e tudo forma uma única realidade, nada e ninguém é melhor nem pior do que outra coisa ou outra pessoa. Tudo e todos merecem respeito, a mesma reverência. Quando pensamos nisso, automaticamente aflora em nós a compaixão, sentimento de amor e afeição por todas as coisas, entendemos que gostar de uma parte é gostar do todo, é respeitar a gota de chuva, cada ser, entendendo que qualquer pedaço de algo sagrado, é sagrado.
A água é discreta, participa de todos os processos da vida do planeta e não se vangloria de nada, procura os lugares mais baixos, acolhe a todos, se adapta as situações, flui, se interioriza, não briga com ninguém e não faz nada além de beneficiar as coisas, não deseja nada a não ser servir, nos mostra a ligação de todas as coisas, nos ensina que todos os fenômenos são manifestação de uma coisa só, e que essa coisa é o sagrado.
Agora me digam se tudo isso não divino???
No próximo post acrescentarei algumas outras lições da Natureza
Namastê!! muita paz meus sagrados irmãos!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
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