sexta-feira, 8 de maio de 2009

Laissez-faire

Ultimamente tenho pensado muito nessa expressão "Laissez-faire", é uma expressão utilizada na economia, defendida inicialmente pelos fisiocratas (primeiros pensadores econômicos) cujo principal defensor foi François Quesnay. Essa idéia/teoria teve forte influência nos economistas clássicos, como o Adam Smith (considerado o "pai" da economia).

A Expressão "Laissez-faire", significa "deixai fazer" foi o símbolo do liberalismo. Segundo essa teoria o melhor Estado era o que menos governava (ou interferia na economia) ao governo caberia o papel de manutenção da ordem, propriedade e da liberdade individual, ou seja, o governo não deveria interferir nas relações de mercado.

Essa teoria econômica perdurou até a década de 30 (época da queda da bolsa americana, -1929) conhecida também como " A Grande Depressão". Nessa época, surgiu no cenário econômico o inglês John Maynard Kaynes, um dos maiores críticos do laissez-faire. Kaynes introduziu no cenário econômico, entre outras coisas, a necessidade da interferência governamental, principalmente para a recuperação dos países no pós guerra. Suas idéias inovadoras foram fundamendais para tirar os EUA da Grande Depressão. Como as atividades econômicas estavam praticamente paralisadas, Kaynes dizia que o governo precisa intervir gerando gastos e empregos e dessa forma a roda da economia voltaria a girar... e deu certo, se não houvesse nada a fazer, o governo deveria por exemplo, pagar alguém para enterrar garrafas e pagar a outro alguém para desenterrá-las, essas pessoas passariam a ter uma renda e assim voltariam a comprar e movimentariam a economia, bingo! Essa fórmula não só tirou o país da depressão como transformou-o no mais rico, por outro lado, ficou um buraco enorme chamado "dívida pública". A partir daí, logicamente, praticamente todos os países adotaram a tal fórmula mágica e chegamos até aqui, o ápice da desordem ecônomica.

Esse ápice, me faz lembrar a 5º Lei Hermética, "Lei do Ritmo" que diz que tudo tem fluxo e refluxo, tudo sobe e desce, todo sistema quando atinge o seu ápice, sua máxima expansão, se torna e inerte e ocorre um novo ciclo.

Aonde estou querendo chegar com esse post? é apenas mais uma reflexão, o governo está interferindo cada vez mais na nossa liberdade econômica, todos sabem que temos uma das maiores tributações do mundo e no entanto os serviços públicos estão cada vez piores, temos a sensação de que pouca coisa funciona, temos médicos, policiais e professores ganhando salários miseráveis, enquanto os parlamentares deitam e rolam com o dinheiro público, não pretendo que isso seja uma crítica ao governo, até porque, sou contra a esse tipo de ação, mas vejo como um momento de repensarmos o sistema como um todo. A incapacidade administrativa dos políticos brasileiros é sem dúvida, clara, não havendo o que ser discutido a esse respeito. Infelizmente temos poucos representantes administradores, e como se não bastasse, a maioria dos que possuem capacidade administrativa, possuem também um desvio de caráter e de ética descabível.

O governo brasileiro, através de seus órgãos, como a Receita Federal por exemplo, empunham o papel de xerifes do povo, quando deveria ser exatamente o contrário, ou seja, o povo tem que fiscalizar o governo e não o contrário, porém estamos cada vez mais reféns desse sistema que pensamos ser democrático mas que na verdade a autocracia vem imperando cada vez com maior força.

Precisamos de cidadãos, o ser cidadão é um ser que conhece seus direitos e deveres e de posse desse conhecimento, intervém nas políticas públicas buscando a transformação do que não está bom. Precisamos sair da apatia e das críticas vazias, precisamos exercer nosso papel de cidadãos.

Namastê

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