terça-feira, 17 de maio de 2011

O Poder da Escolha e O Efeito Borboleta


O poder de uma escolha e o efeito borboleta

Prisão de Strauss-Kahn faz bolsas na Europa caírem e abre crise na França

“A juíza Melissa Jackson, do tribunal penal de Manhattan, recusou ontem a fiança de US$ 1 milhão oferecida pelos advogados de defesa para libertar o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acusado de sete delitos, entre eles tentativa de estupro de uma camareira de hotel. Strauss-Kahn ficará detido até uma nova audiência, na sexta-feira, e pode pegar 25 anos de prisão
A detenção do diretor, de 62 anos, fez com que o euro registrasse queda de 0,5% ontem, na cotação mínima do dia, e levou bolsas na Europa a fechar em baixa pelo temor de que a Grécia fique sem a ajuda de US$ 110 bilhões defendida por ele. “
O efeito borboleta, em uma interpretação alegórica diz que o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.
Nesse caso do Strauss-Kahn, a sua escolha em dar vazão aos instintos primitivos na tentativa de estupro de uma funcionária do hotel, causou a queda do euro com baixa na bolsa de valores da Europa pelo temor de que a Grécia não receba a ajuda financeira assegurada por Strauss-Kahn, ou seja, uma pequena escolha trouxe inúmeros prejuízos e poderá significar até mesmo a derrocada de um país, berço da civilização. Com a globalização, os capitais de empresas, governos e pessoas físicas circulam por todo o planeta e portanto esses capitais também são afetados pela escolha do diretor do FMI, podendo afetar o preço do pãozinho que chega as nossas mesas, ou seja, é o bater das asas da borboleta influenciando em todos os cantos do mundo.
Raramente estamos atentos às nossas escolhas, algumas vezes porque nos achamos insignificantes diante do mundo, outras vezes porque vivemos adormecidos em nossas rotinas, e presos no nosso mundinho constrído com tremendo esforço e desgaste energético, gastamos tanta energia para construir nosso sonho egótico que não sobra energia para viver acordados.
Já ouvimos tantas vezes que somos uma teia intrincada de relações, que o planeta terra é um organismo vivo constituído por cada grão de areia, cada gota d´agua, cada faísca de fogo, cada ser mineral, vegetal ou animal.... e cada movimento de cada micro ou macro-organismo provoca reações em cadeia e que o simples bater das asas de uma borboleta na floresta amazônica poderá provocar um tufão do outro lado do mundo... mas ainda assim, não prestamos realmente atenção a isso. Só interessa realmente o isolamento, nos fecharmos em nosso pequeno mundo, de preferência com os muros mais altos possíveis, com o melhor sistema de alarmes e segurança, grades e etc. e que ninguém ouse penetrar nesse nosso mundo. E quanto mais nos isolamos mais longe ficamos da tão sonhada felicidade por que a felicidade tem algo a ver com a comunhão entre os seres e como não estamos atentos a isso também não estamos atentos ao poder das nossas escolhas.
Normalmente fazemos as mesmas coisas dia após dia; acordamos no mesmo horário, temos uma rotina para nossa higiene, fazemos os mesmos percursos e agimos da mesma maneira, só prestamos atenção aos nossos interesses pessoais, nos interessamos pelas coisas e pessoas que irão trazer algo que desejamos. Não percebemos que um simples sorriso nosso ou qualquer ato de gentileza tem o poder de transformar a nossa vida e a vida de todo o planeta.
Sempre nos é dado o poder de escolher e devemos escolher sempre, ainda que sejam escolhas desfavoráveis pois pior do que errar, é não exercemos este poder tentando delegar a outros, isso é atitude de quem prefere não fazer para não errar, não da para negar nossa presença e grau de importância na teia da vida.
Não é possível mudarmos ninguém, cada um tem sua história, seu caminho. Cada um é autor e ator da sua vida, porém a mudança que fizermos em em nós, em nossa atitude, tem o poder de transformar o mundo, se não acredita.... sempre lhe é dado a escolha de tentar ou não...

Namastê!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escolhas


Escolhas

Todos os dias quando o Sol nasce, recebemos de presente um novo dia, uma página inteirinha em branco. E então podemos escolher tudo o quisermos para colocar nesta página;
Podemos escolher acordar mau humorados, assim como podemos escolher dar um largo sorriso ao dia;
Podemos escolher dar respostas atravessadas àqueles com quem dividimos nosso lar, ou podemos escolher a gentileza;
Podemos escolher fazer uma prece de agradecimento à vida, ao dia, ao sol ou a chuva, ao frio ou ao calor, a cama quentinha que nos acolheu ao longo da noite, a água quentinha que sai do nosso chuveiro, às pessoas que acordaram antes de nós e estão prontas a nos servir: seja o cara da padaria, do posto de gasolina, ao motorista do transporte público, aos incansáveis funcionários da Cia. De eletricidade, da Cia. De água e esgoto, aos maravilhosos funcionários da limpeza pública, dos restaurantes... Enfim, são tantos que estão lá para nos servir e que raramente nos damos conta. Podemos escolher ao invés da gratidão, a reclamação e aí a lista é realmente grande porque tudo aquilo que colocamos a nossa atenção cresce de forma assombrosa;
Podemos escolher sair um pouco mais cedo de casa para fazermos um percurso tranqüilo e sereno até o nosso local de trabalho, ou podemos escolher sair “em cima da hora” e então atropelar e stressar a todos com nossa pressa, daí poderemos ser bastante mal-educados e grosseiros com todos a nossa frente e assim geramos uma corrente energética negra e impregnamos o ar por onde passamos;
Podemos escolher a gentileza no trânsito ou podemos escolher os xingamentos e atropelos por onde passarmos;
Podemos escolher nos apaixonar pelas coisas do vizinho; a casa, o carro, o parceiro (a), a vida... enfim muitas vezes as coisas do outro são sempre mais atrativas; ou podemos escolher abençoar o vizinho e agradecer a Deus por conhecermos alguém que nos mostre um caminho bacana, alguém que está dando certo e que pode nos inspirar;
Enfim, as nossas escolhas realmente nos pertencem. As nossas escolhas são nosso plantio diário, podemos plantar o que quisermos, mas teremos que colher cada grão da colheita. ”Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”. Mateus 5:18
Como diz o Roberto Otsu: Goiabeira dá goiaba! É importante estarmos atento aos nossos pensamentos, sentimentos, nosso olhar e a nossa fala, enfim à maneira como nos movemos no mundo é que vai determinar nossa colheita. E se estivermos numa época de colheita difícil, seja por doença, por infelicidade, por falta de amor... Lembremos que a cada dia o sol nasce novamente e vai trazer uma nova folha em branco, uma nova oportunidade de plantio, pode ser que a colheita seja rápida ou demore um pouco, mas com absoluta certeza virá a seu tempo. “Batei, e abrir-se-vos-á”.
Deus é absolutamente justo! Namastê!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Amor próprio



Há alguns dias participei de uma aula de taoísmo ministrada pelo Escritor Roberto Otsu, aliás quero aproveitar para demonstrar minha admiração e respeito por esse mestre, comecei a admirá-lo quando li seu livro A Sabedoria da Natureza, que muito me ensinou e quando eu tive a oportunidade de conhecê-lo e participar dessa aula maravilhosa, minha admiração se solidificou. Nessa aula ele falava sobre algumas das milenares sabedorias chinesas tais como o taoísmo, I Ching quando então eu perguntei:
- Roberto, o que aconteceu com a China, um país que é o berço de tanto conhecimento e sabedoria, como pode hoje ser uma ameaça mundial com a sua infinita produção industrial, exploração de mão-de-obra escrava e devastação dos recursos naturais, vêm produzindo uma quantidade absurda de lixo, porque os produtos chineses, em sua maioria, são praticamente descartáveis. Sabemos que essa estratégia de enriquecimento do governo chinês, está causando danos irreversíveis ao planeta... Não posso entender. Onde se escondeu a sabedoria chinesa?
Ele estava com um objeto na mão, em formato de pêndulo, simplesmente levantou a ponta do objeto até uma das extremidades e me respondeu: - o que aconteceu com a China foi isso... E soltou a ponta do objeto, que saiu de uma extremidade velozmente para outra... Compreendi, sem mais palavras o que ele me mostrou.
De fato, sabemos que a sabedoria da vida consiste no equilíbrio dinâmico, quando insistimos em permanecer nos extremos fatalmente sairemos de um extremo a outro velozmente de forma até insana. Durante muitas centenas de anos nos ensinaram que devemos ser bonzinhos, devemos nos sacrificar pelos outros, devemos ser educados e nos “comportar bonitinhos” na convivência social, temos que ajudar o próximo, etc., etc., etc. Evidentemente era necessário estabelecer regras de convivência, afinal tínhamos que partir de algum ponto, seja do decálogo, seja do estudo da moral, enfim fizemos esse caminho do Jesus pregado na cruz (sacrifício) onde, na lenda religiosa consta que Ele morreu na cruz para nos livrar do pecado. Daí alguns perguntam: que pecado? Como pode uma criancinha que acabou de vir ao mundo ser pecadora? Daí a Igreja responde: do pecado original meu filho, aquele em que a dona Eva cedeu à tentação da serpente e comeu do fruto proibido. Daí compreendemos que esse pecado original era apenas o sexo, como todos nós nascemos de um ato sexual, então somos todos pecadores, por isso Jesus nasceu de uma virgem fecundada pelo divino Espírito Santo... Há bom, mesmo que do ponto de vista biológico ninguém possa explicar tal fato, não podemos discutir os desígnios de Deus, assim falaram os poderosos da Igreja, portanto não especulem mais nada.
Mas, voltando ao equilíbrio dinâmico e ao fato de termos aprendido que devemos nos sacrificar em prol do outro, de repente surge uma nova idéia vinda diretamente do decálogo: Amar ao próximo como a si mesmo, sempre prestamos atenção nas três primeiras palavras e agora descobrimos as três últimas, daí parece que fizemos que nem o pêndulo do Roberto Otsu... ÔÔÔPA! Descobrimos a importância do amor próprio, bingo!!! Como amar o outro se eu não me amo, é preciso descobrir o amor em mim e expandir esse amor a partir de mim para o mundo, passamos um longo período julgando o mundo e os outros e na expectativa de um mundo melhor sendo que para isso, os políticos precisavam ser melhores, nossos pais precisavam ser melhores, nossos vizinhos, parentes, amigos, etc. precisavam mudar, ou seja, o mundo precisava mudar.... Agora caímos na real, não é o externo que precisa mudar, a mudança precisa ocorrer em mim, eu sou um fragmento do mundo e toda escolha minha por mais insignificante que seja, afeta o mundo, logo o amor precisa nascer em cada fragmento, precisa nascer em mim, eu preciso me amar e me aceitar como sou, pois a partir daí, passarei a aceitar e amar os outros sem a necessidade de mudá-los, os julgamentos cessarão no exato momento em que compreendo e aceito que cada um tem seu caminho. Assim, não acharei mais ninguém estúpido, ou ridículo, ou belo ou feio, ou desejarei a pena de morte daquele assassino, ladrão, traficante, etc. É evidente que uma parte razoável da sociedade, talvez uns 95% ainda não aprendemos sobre respeito, limites muito menos sobre amor , um indivíduo que comete a barbaridade de um assassinato sabe tanto sobre isso, quanto um político corrupto, ou um empresário que pratica as maiores falcatruas para ficar mais rico, ou mesmo um líder religioso qualquer que se coloca acima de todos. Essas pessoas que saqueiam, livres de escrúpulos e respeito, a mãe Terra, as Nações e aos filhos da Terra porque acham que merecem uma fatia maior das riquezas, não se diferenciam em nada dos assassinos, estupradores, traficantes, etc. e é natural que a lei terrena aplique suas punições para que haja condições mínimas de convivência, não penso que os bandidos tenham que continuar impunes, mas penso que ao invés de julgarmos esses seres, precisamos ter um outro olhar sobre tudo isso, pois quanto mais julgamos e nos indignamos, mais as trevas se apoderam do mundo... E de cada um de nós. Ainda que não seja um olhar amoroso que pelo menos seja algo parecido com compaixão, pois a compaixão pelo outro não é senão a compaixão por nós mesmos, o outro é apenas o nosso espelho e quem nos garante se tivéssemos trilhado o mesmo caminho do outro, se não cometeríamos as mesmas barbaridades ou até piores, cada um tem sua história, seus valores, seu caminho.
Uma coisa que tenho percebido nessa descoberta do “amor próprio” é que muitos de nós estamos confundindo amor com egoísmo e é mesmo difícil separar, saí de uma visão de obrigação de sacrifício pelo outro para uma outra visão onde finalmente podemos nos colocar em primeiro lugar na fila, a questão é que se não entendemos a importância do respeito ao outro, transformamos esse “amor próprio” em egoísmo e acabamos sendo rudes e mal educados só para mostrar o quanto nos “amamos”. Acredito que amar-se a si mesmo é buscar a auto-aceitação, o autoconhecimento, somente quando aceitamos totalmente nossa luz e nossa sombra, nosso brilho e talentos e nossas imperfeições, poderemos ter um olhar amoroso sobre a inteireza do outro.
Namastê

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Disciplina...

Chico Xavier relata que quando seu mentor Emanuel se aproximou dele, pediu-lhe três coisas, a saber: 1ª disciplina, 2ª disciplina e 3ª disciplina. Isso me leva a refletir sobre o prazer fugaz e o prazer "verdadeiro". Normalmente não temos disciplina para discernir entre um e outro e assim nossas constantes escolhas pelo prazer fugaz nos aprisionam em um mundo ilusório onde nos instalamos no mapa e não no território e ficamos nos debatendo loucamente em busca da felicidade.
E o que a disciplina tem a ver com isso? Vejamos: sentimos aquela louca e irresistível vontade de comer um inocente chocolate para saciar um prazer fugaz, não exercemos a disciplina para resistir e caímos facilmente na tentação e parece que quanto mais comemos, mais queremos... difícil parar em um inocente e pequenino pedaço; da mesma forma não resistimos aquela louca vontade de fazer um comentário um tanto maldoso sobre alguém, principalmente quando esse alguém não é da nossa "panela" ou é um desafeto... Esse prazer fugaz é tão instigante que quando não há ninguém conhecido a quem possamos apontar algum defeito, automaticamente começamos a falar do governo, dos políticos, etc., sempre, é claro, nos colocando como alguém naturalmente bondoso, cheio de virtudes e que tem todas as soluções na "manga"; podemos ainda citar o prazer do cigarro, do sorvete, da cerveja, do sexo, das comidas e bebidas no geral. Ceder ao prazer fugaz nos parece um ato de liberdade, constantemente, para aplacar a culpa, dizemos o famoso jargão: "eu mereço" e assim o prazer fugaz nos afunda em dívidas e doenças de todo tipo (depressão, obesidade, câncer, neuroses e psicoses, egoísmo ou egocentrismo, desamor, etc.), tudo isso pela nossa falta de disciplina que nos leva a escolher o prazer fugaz.
Como conhecemos pouco sobre o prazer verdadeiro que, penso, refere-se a um coração repleto de alegria interior por ter ajudado verdadeiramente alguém, ou por aquele sorriso sincero e verdadeiro que salvou o dia de alguém, ou por aquela alegria profunda por estar na companhia de pessoas realmente amadas (não estou falando da paixão), mas daquele amor incondicional que continuará amando independente da aparência física ou de qualquer outra condição; aquele prazer verdadeiro de ficar feliz com a felicidade do outro, aquele prazer de fazer parte de uma equipe que se entrega por uma causa verdadeira, o prazer de estar inteiro com você mesmo, o prazer de uma meditação, o prazer de cuidar-se, de amar-se, de sentir-se orgulhoso por suas conquistas verdadeiras... o prazer de si permitir despir as máscaras sociais e descobrir-se um ser amado, descobrir sua luz interior, seu eu verdadeiro...
Só mesmo com muita disciplina poderemos nos aproximar do prazer verdadeiro e descartar o prazer fugaz, sem nos sentirmos violentados por isso. Só mesmo a disciplina poderá nos aproximar do amor.
Para alcançar a disciplina, creio que seja necessário descobrir novas formas de fazer as coisas, porque já sabemos que se quisermos resultados diferentes, precisamos fazer coisas diferentes, assim é necessária a disciplina para resistir pouco a pouco ao prazer fugaz; quando sentirmos aquela vontade irresistível de fazer um comentário maldoso sobre algo ou alguém, é importante da um breque nessa vontade ou trocar essa vontade por um pensamento bondoso, uma benção, sei lá, com o passar do tempo essa vontade vai desaparecendo... É interessante mudar a rotina, comer coisas diferentes, experimentar novos sabores, novos caminhos, novas amizades, novos pensamentos e sentimentos, novos hábitos como acordar 20 minutos mais cedo e fazer uma meditação podem fazer uma diferença verdadeira, real porque tudo muda, quando mudamos, a mudança só é possível em nós e através de nós. Somente nós temos a chave mágica que abre as portas da felicidade verdadeira, é uma ilusão bem ilusória colocar nossa felicidade na mão de qualquer outra pessoa.
Namastê!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Segredo da mente milionária....

Uma das notícias mais comentadas deste dia, é a venda do banco PanAmericano, seja pela imprensa, seja pelas pessoas nas ruas, hoje cedo, por exemplo, enquanto eu fazia minha caminhada matinal, me surpreendi com várias pessoas que caminhavam e comentavam o assunto em tom de lamento: puxa vida o Silvio vendeu sua maior fonte de lucros por 450 milhões e não vai receber absolutamente nada da venda, já que o Banco tem uma dívida de 4 bilhões, esse valor entra como parte do pagamento da dívida. Enquanto as pessoas se apiedam da situação do Silvio Santos, ele sai da sala de negociações com um largo sorriso e declara: "Não é frustrante, é surpreendente, é emocionante. Os meus negócios são mais uma forma de diversão e de emoção."

Para alguns, o comentário soa como piada, mas se observarmos mais atentamente notaremos a sabedoria do comentário e o segredo da mente milionária. A maioria das pessoas ficaria abatida e vitimizada com uma situação dessas (ficar atolado em dívidas ou perda de patrimônio, aliás é o que mais deprime a população, mas a mente milionária gosta e vive da "graça", da diversão, da emoção que a vida proporciona, já a mente miserável prefere a "desgraça", o vitimismo, o apego excessivo às pessoas e coisas. Compreender isso pode doer muito, mas pode também ser o ponto que faltava para mudar alguma situação "dolorosa". Você pode estar pensando: Ah, mas para ele é fácil sorrir e se divertir, pois ele continua milionário. Daí vem a reflexão: Ele é milionário porque é alegre e se diverte com o trabalho ou é alegre e se diverte com o trabalho porque é milionário? afinal, quem nasceu primeiro?

Irmãos, chega de viver na desgraça, como nos ensina meu querido amigo Marcel Cervantes em seu poema " Vós sois o messias dessa nova era. A vossa vida é a vossa missão. Sagrada responsabilidade pessoal, que não deve ser delegada, nem submetida. E cada talento vosso é especial. Tudo tem seu valor e seu espaço" por isso, não entregue seu poder a ninguém, acredite em você, e no seu talento para ser feliz. Resgate suas infinitas riquezas internas, elas estão aí e só você pode acioná-las, se você der o primeiro passo na direção do que é verdadeiro, o universo vai conspirar a seu favor. Cada um de nós tem talentos especiais e singulares. Assuma o seu direito divino de se divertir e se emocionar com tudo o que faz e com tudo a sua volta, desperte para o belo, o sensível, o amoroso. Alguns de nós querem barganhar até mesmo com o amor, são aqueles que dizem: puxa eu fiz tudo por tal pessoa ou por tal empresa e veja o que recebo em troca? infelizmente enquanto nos colocarmos nessa posição onde damos esperando receber, nada receberemos de verdade, porque o amor não pede nada em troca, o amor é feliz simplesmente por amar, a felicidade do amor é justamente poder amar livremente e independente de qualquer barganha, quem ama de verdade sempre está na "graça", só mesmo quando nos libertamos dessa situação de esperar algo em troca é que podemos dar vasão aquele amor que explode de felicidade porque pode amar, sem julgamentos, sem condições impostas....

Viemos de um todo e ao todo retornaremos, mas precisamos chegar juntos, a alegria, a fé, a generosidade, o amor, serão nosso escudo nessa caminhada de volta. Não existem os "escolhidos" como acreditam alguns, da mesma forma que não existem os "espirítos superiores" como pregam algumas doutrinas, porque ser superior é estar acima dos demais, para que alguém seja superior precisa rebaixar outros e àqueles que verdadeiramente já descobriram o caminho de volta, apenas sabem que precisam iluminar o caminho dos demais e faz isso humilde e amorosamente. Como dizia Tom Jobim "ninguém pode ser feliz sozinho". Precisamos sair da desgraça e essa é uma porta que só se abre por dentro, cada um tem a sua chave, vamos abrir essa porta Com um "Sinto muito", "me perdoa" "eu te amo" "sou grata". Vamos aprender a grandiosa lição que o Silvio nos ensinou hoje: o segredo da mente milionária e da felicidade: alegria, diversão, emoção e desapego

Namastê



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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Felicidade está no Ser ou no objeto?

Um casal de amigos adorava vir a nossa casa, na verdade eles vinham todos os finais de semana independente do convite, e de fato nossos momentos eram muito agradáveis, alegres, nos divertíamos muito, o entrosamento era total com todos os membros das famílias. Certa vez, a esposa comentou comigo que a nossa casa era extremamente agradável e que eles simplesmente a adoravam, assim quando saímos em viagem de férias por uma semana, ofereci a minha casa para que eles ficassem ao longo dessa semana, eles então adoraram o convite e aceitaram mais que depressa e assim foi. Quando retornamos da viagem ela me confidenciou que na verdade não foi tão bom como esperavam, pois não estávamos presentes e chegou à conclusão que àquela felicidade desfrutada não estava na casa.
Ontem eu e meu filho de oito anos passamos por uma experiência diferente, levamos o carro ao mecânico para manutenção, a idéia era voltar para casa de táxi, mas resolvi que voltaríamos de ônibus, ocorre que moramos a 12 km da cidade, um percurso que demora em média 15 a 20 minutos de carro, (levando em conta os trechos de buracos e ruas de terra),Este mesmo percurso demora cerca de uma hora no ônibus, pois o trajeto é alongado para beneficiar diversos passageiros. Estava chovendo, então levei dois guarda-chuvas. Fazia tanto tempo que eu não andava de ônibus que me sentir meio envergonhada por não saber o preço de uma passagem de ônibus, por exemplo, a porta correta de entrada, enfim... mas curtimos a viagem, quando o ônibus parou na portaria do condomínio em que moramos, tínhamos mais um longo trajeto pela frente, cerca de 2 km de subidas por vias sem conservação, este trajeto seria facilmente vencido com tênis, sol e roupa apropriada, porém com calçados inadequados, chuva, barro e carregando sacolas e bolsa, os obstáculos são ampliados, mas o meu foco estava em saber se meu filho realmente venceria este percurso de chinelo e carregando um guarda-chuva.... foi uma aventura muito bacana, ele veio tagarelando muito e quando estava muito cansado, parávamos alguns minutos para descansar, porém ele não emitiu qualquer reclamação, nos metros finais (os mais difíceis por ser rua de terra) inventamos que estávamos em uma competição com muitos participantes e estávamos prestes a receber a bandeirada e viemos narrando nossa chegada de forma emocionante e alegre, chegamos um pouco molhados e enlameados mas felizes por chegarmos em nosso lar, nosso porto-seguro. O meu filho então começou a falar algumas coisas do tipo: Mamãe que bom que temos um carro, você não acha? E depois; Mamãe, que bom que temos uma casa.
Durante um longo período da minha vida, quando eu ouvia confidências e relatos dos meus amigos sobre suas dificuldades, seja no âmbito familiar, nos relacionamentos amorosos, nas questões matérias, emocionais, etc. Eu ficava tão tocada de compaixão e amor, e de certa forma eu sempre conseguir enxergar as soluções muito claramente, não sei exatamente como isso ocorre, de todo modo muitas vezes fui tomada por uma vontade e prontidão plena para encontrar junto com a pessoa, a solução daquele que seria o entrave da felicidade e eu entrava de cabeça da história do outro, eu sabia exatamente o percurso a percorrer para chegar ao resultado esperado e achando que estava ajudando, eu acabava por me intrometer demais nas questões que não eram minhas, pois internamente eu sempre soube que os resultados são em decorrência da semeadura e que se não resolvemos os obstáculos internos (crenças e valores profundos que nos levam a plantios de dores), os problemas são ampliados, eu então sempre conversei muito, tentando mostrar outras formas de olhar, ou outras semeaduras. Depois de muito apanhar, descobrir que essas pessoas não desejam mudar seus plantios, pois apenas estão interessadas em colheitas. Ao longo de muitos anos me ferir muito e acabei ferindo sem querer as pessoas que eu desejava ajudar, pois invariavelmente eu cutucava as feridas da semeadura, mesmo sem perceber e como essas pessoas de fato não desejavam tocar nelas, eu passava a ser uma pessoa não grata e muitos laços de amizades foram rompidos restando mágoas de ambas as partes.
Só mesmo depois de muito tempo eu aprendi de fato, que cada um colhe exatamente o que planta e que absolutamente ninguém pode intervir nesse plantio a menos que haja um chamado verdadeiro (da alma) de quem está plantando. É muito doído ver as pessoas amadas caindo em precipícios, muitas vezes encontramos pessoas absurdamente ricas internamente com seus talentos bem evidenciados, portanto com potenciais incríveis para a felicidade, mas que não conseguem obter uma boa qualidade de vida e a escassez de recursos materiais é um carrasco constante em suas vidas, ou pessoas que aparentam ser extremamente amorosas mas não conseguem encontrar um parceiro (a) bacana, enfim sofrem muito pelas “faltas” que viram obstáculos e dificuldades.
No início, quando compreendi que a colheita é o resultado do plantio de cada um, endureci um pouco meu coração e não queria ver as pessoas que sofrem por isso; sejam os pedintes das ruas, sejam os amigos, vizinhos, colegas de trabalho, etc. Esse endurecimento, pode ter sido devido às minhas tentativas frustradas de “ajudar”, que por certo trouxeram más águas (mágoas) a intoxicarem meus fluxos internos. Hoje quero crer que estou a caminho da limpeza dessas águas, pois uma vez compreendido o funcionamento entramos na aplicação prática, da mesma forma que um médico estuda primeiro para compreender as mecânicas do corpo humano, para depois principiar o exercício prático da medicina.
Assim, ficou fácil compreender uma das lições de Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” Se eu desejo viver em um mundo de paz, vou ser a paz, vou semear a paz, portanto me livrarei da maledicência, não vou me intoxicar com violência vendo noticiários, nem comentando meu ponto de vista com outros, simplesmente porque evidenciar a violência não traz nenhuma paz, ao contrário; se eu desejo amor, vou ser o amor, através da gentileza, do cuidado, do respeito, do perdão, não vou reclamar ou evidenciar as pessoas que não me amam, ao contrário vou colocar a energia do amor verdadeiro em ação, vou plantar amor e colherei de volta, amor, cuidado, respeito, etc. “ Nada muda, se você não mudar” Estar infeliz pode ser um alerta muito importante da nossa alma, para revermos nosso plantio de forma profunda e verdadeira. Também não desejo mais julgar as pessoas que estão colhendo do seu plantio, ao contrário desejo ajudar amorosamente, se reconhecer o chamado verdadeiro.
Namastê!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

" Tudo é possível aquele que crê"

" Enquanto você não tornar consciente o inconsciente, o inconsciente dominará sua vida e você chamará isso de destino" Young

Somos a soma de tudo o que alcançamos com os nossos sentidos, logo ao ampliarmos o olhar, por exemplo, ampliaremos automaticamente todo nosso Ser. Nossas crenças limitam nosso Ser. As nossas crenças são armazenadas no inconsciente e o inconsciente trabalha incessantemente para realiza-las, por exemplo: se cremos que o mundo é violento e que as pessoas são mau intencionadas, nosso inconsciente trabalhará para mostrar essa verdade; se cremos que as pessoas sempre querem nos "ferrar" o inconsciente vai trabalhar para que isso ocorra; se cremos que a vida é dura ou que é uma luta constante, a vida será dura para nós e uma luta constante, e assim sucessivamente. Jesus nos ensinou de várias formas o segredo da felicidade, dentre esses ensinamentos destaco aqui o "conhece-te a ti mesmo" conhecer-se é descobrir o inconsciente, as crenças que moldam e conduzem nossas vidas, a medida que tornamos conscientes nossas crenças e valores podemos reeditar e reprogramar e mudar em um passe de mágica toda a nossa vida.

A frase de Jesus que diz "tudo é possível aquele que crê" foi utilizada de forma manipulativa pelos líderes religiosos ao longo desses dois mil anos em que estivemos semi adormecidos nas fortes crenças impostas pelos líderes dominantes (igrejas, governo, e demais instituições). Estes compreenderam perfeitamente o sentido desta frase e trataram de criar valores coletivos de medo, apresentando a divindade como um Ser superior que utiliza o castigo para os que ousam desrespeitar as doutrinas criadas para limitar e dominar os seres. Nosso inconsciente foi programado de forma tão forte, que sequer ousamos compreender o verdadeiro sentido das palavras de Jesus, que afirmou ser o filho de Deus e nos chamou de irmãos e mostrou diversas possibilidades e afirmou que qualquer um pode fazer tudo o que ele fez, desde que creia.

Vivemos em um plano dual que nos confunde continuamente, as doutrinas ocidentais ensinam a privilegiar uma parte da dualidade e esconder hipocritamente o outro lado, por exemplo, devemos privilegiar o bem e esconder o mal, "temos que ser bonzinhos" daí quanto mais nos esforçamos para esconder o outro lado, maior ele se torna. Young disse " a tudo aquilo que você resiste, persiste". Alguns não aguentam essa pressão e as patologias explodem em neuroses, psicoses, etc.

Jesus ensinou claramente o caminho da "Unidade" e a esse caminho denominamos "Amor", enquanto estivermos na dualidade vamos sempre privilegiar uma coisa em detrimento de outra e ficamos como uma serpente engolindo a própria cauda num círculo vicioso. Tentamos aparentar que somos bonzinhos, corretos, justos, etc. e passamos a apontar o dedo para as coisas "erradas" que vemos nos outros, quanto mais julgamos mais nos afundamos em nossa hipocrisia pois como disse Jesus "Eu e o Pai somos um" não existe o sujeito separado do objeto, isso é apenas uma ilusão que nos confunde, nós somos tudo o que os nossos sentidos alcançam, tudo o que o meu olho vê faz parte de mim, o vedor e o visto é tudo uma coisa só, o olho não pode ver-se a si mesmo, assim como ouvido não pode ouvir-se, portanto se eu só enxergo maldade nos outros a maldade está em mim, a isso a psicologia chama de projeção. Somente o amor une tudo, porque o amor não julga, não condena, o amor apenas ama, o amor é o vértice do triângulo que une a dualidade, quando aceitamos a dualidade nos aproximamos do amor.

É chegado o momento de conhecer nossas crenças e reprogramá-las pois chegamos ao ápice da dualidade, o movimento do yin e yang nos ensina que quando a escuridão atinge o seu ponto máximo, inicia-se o movimento para a luz, o dia começa a nascer a partir da meia noite e atinge o ponto máximo de claridade ao meio dia, quando inicia-se o movimento para escurecer. Tudo é possível aquele que crê, que tal resgatar a crença no amor?

Namastê!!